Rio Pardo terá um domingo especial neste 1º de fevereiro, marcado por fé, cultura e tradição com a Procissão de Iemanjá, RAINHA das ÁGUAS, que reúne milhares de fiéis na cidade histórica. As atividades iniciam no fim da tarde e seguem até a noite, reunindo fiéis, simpatizantes e o público em geral.
A programação começa a partir das 18h na praia dos Ingazeiros, com a Festa de Iemanjá, que contará com diversas atividades alusivas à matriz africana, como apresentações de capoeira, além da barraca das benzedeiras e da barraca das cartomantes umbandistas. A organização reforça o pedido de respeito ao público que estará na praia aguardando a chegada da procissão.
Do outro lado da cidade, no histórico bairro de Ramiz Galvão, a partir das 20h, ocorre a carreata, com saída da Casa de Iemanjá, localizada na Pinto de Castro.
HOMENAGEM NA BOA VISTA
Quando a carreata ingressar na rua 3 de Outubro, na Boa Vista, mais um momento tradicional da procissão. A homenagem que é montada em frente à oficina do Paulinho Barbudo. O devoto, inclusive, vai apresentar a nova imagem da RAINHA DAS ÁGUAS, já consagrada, pela primeira vez em 2026.
PROCISSÃO A PÉ
Mas é quando atinge a escola Ernesto Alves que a procissão tem início de fato, quando os fiéis descem dos seus carros, seguindo até a Praia dos Ingazeiros, onde será realizada a celebração de Umbanda em homenagem à Rainha do Mar.
A organização do evento é da Associação Casa de Iemanjá, representada por Betinho Moreira e Mãe Lúcia de Odé. Neste ano, Lúcia de Odé será a diretora espiritual da procissão e do culto na praia. Segundo Betinho, a proposta é que, a cada edição, um babalorixá ou ialorixá diferente assuma essa missão espiritual. No ano passado, a responsabilidade ficou com a ialorixá Sirlei de Ogum, que organiza a procissão de matriz africana mais antiga de Rio Pardo: a de São Jorge (Ogum), que acontece em Abril.
IMAGEM RECUPERADA
O secretário municipal doi meio ambiente, Cícero Garcia, explicou que a imagem de Iemanjá próximo ao pórtico de entrada da praia dos Ingazeiros, em Rio Pardo, foi completamente restaurada. A imagem também ficou submersa na enchente de 2024. 

A celebração reafirma a importância do respeito religioso, da diversidade cultural e das tradições de matriz africana, fortalecendo a presença da Umbanda na comunidade rio-pardense.

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