A cidade de Rio Pardo enfrenta uma preocupação crescente com a esporotricose, uma zoonose que atinge principalmente felinos e humanos. Atualmente, já são sete casos confirmados da doença na cidade, todos envolvendo gatos. As amostras dos animais infectados foram enviadas para análise no laboratório da UFRGS.
A esporotricose é uma infecção fúngica que se manifesta em felinos com nódulos que, com o tempo, evoluem para abscessos e se espalham pelo corpo. A doença é transmitida através de arranhaduras e mordeduras de animais infectados, sendo essencial o isolamento dos gatos afetados, para evitar o contágio de outros animais e humanos.
O tratamento da esporotricose é eficaz, mas pode durar de três a cinco meses, dependendo do estágio da doença. Para os donos de animais com suspeita da doença, é recomendado o uso de luvas e aventais ao lidar com os gatos, evitando o contato direto com feridas ou secreções.
A cidade já foi identificada como uma zona endêmica, com focos da doença localizados nos bairros Jardim Boa Vista, Auxiliadora e Fortaleza. Em caso de suspeita, os animais devem ser isolados imediatamente até que o exame de diagnóstico seja realizado e o resultado confirmado. Caso o exame seja negativo, o animal pode ser liberado.
A Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Vigilância Ambiental e da Causa Animal, está disponível para mais informações e orientações. Os contatos para apoio à comunidade incluem:
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Secretaria de Meio Ambiente: (51) 3731-1225, ramal 366
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Vigilância Ambiental: (51) 3731-4284
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Gisele Rios (Técnica em Agente de Endemias): (51) 99737-3734
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Heloisa Poeta (Veterinária): (51) 9869-9897
A comunidade é orientada a tomar cuidados especiais com os animais e a buscar ajuda médica ou veterinária caso percebam sintomas da doença.
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