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Sabado, 30 de Maio de 2026
Rio Pardo está infestado pelo mosquito da dengue

Rio Pardo

Rio Pardo está infestado pelo mosquito da dengue

Aedes aegypti está presente em praticamente todos os bairros

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A cidade histórica de Rio Pardo vive um drama no combate ao "Aedes aegypti", mosquito transmissor da dengue, chikungunya, Zika e a febre amarela urbana, doenças chamadas de arboviroses. Um dos bairros mais afetados no momento é o Higino Leitão. Segundo informações da vigilância sanitária, os últimos dos mais de 10 casos de dengue registrados em Rio Pardo, foram de moradores da Higino Leitão. Por isso, a partir desta quarta (04/06), haverá uma mobilização de conscientização sobre a limpeza de locais propícios para a proliferação do mosquito transmissor da doença. A ação vai ser complementada pelo trabalho de limpeza de entulhos, galhos e objetos que estejam colocados na rua, no próximo sábado e domingo. Esta força tarefa vai contar com a parceria das agentes de saúde e secretaria de obras. 

Conheça o Aedes aegypti e por que ele é considerado um mosquito oportunista e doméstico:
Ele vive perto de pessoas, dentro ou ao redor de casas, e tem hábitos diurnos, alimentando-se de sangue humano principalmente ao amanhecer e ao entardecer, mas também pode picar à noite. Sua presença é mais comum em áreas urbanas densamente povoadas, especialmente em regiões com ocupação desordenada, onde há mais criadouros e oportunidades de alimentação. O verão favorece sua proliferação devido ao aumento de temperaturas e chuvas, que estimulam a eclosão de ovos.

Principais criadouros:
Reservatórios grandes, como caixas d’água, galões e tonéis, são os maiores criadores do mosquito, especialmente em locais com infraestrutura precária. Pequenos recipientes, como vasos de plantas, calhas entupidas e lixo, também contribuem. Em alguns bairros, esses grandes reservatórios representam até 70% da produção de mosquitos.

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Ciclo de vida:
De ovo a adulto, o ciclo dura cerca de 10 dias em condições favoráveis. O desenvolvimento é influenciado por temperatura, disponibilidade de alimentos e competição entre larvas. Para interromper o ciclo, é necessário eliminar criadouros semanalmente.

Alimentação:
Machos e fêmeas se alimentam de substâncias açucaradas, mas somente as fêmeas picam humanos para obter sangue, essencial para a maturação dos ovos.

Reprodução:
Após o acasalamento, as fêmeas precisam de sangue para desenvolver os ovos, que são depositados em água parada, nas paredes de recipientes. Uma fêmea pode produzir até 1.000 ovos ao longo da vida, que podem sobreviver até 450 dias fora d’água e resistir à dessecação por até 15 horas, facilitando sua dispersão.

Importância do controle:
Devido à sua capacidade de sobreviver e se proliferar em ambientes urbanos, o combate aos criadouros é fundamental durante todo o ano, com ações contínuas de limpeza e eliminação de focos.

Sintomas:
Todos os postos de Rio Pardo contam com testes rápidos. Se a pessoa apresentar algum sintoma, é aconselhável realizar o teste, afinal, há semelhança com sintomas de outras doenças. 

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