Rio Pardo foi palco, na sexta-feira e no sábado, de dois grandes espetáculos cênicos que integraram a programação do Acendimento e da Distribuição da Chama Crioula Estadual Rio Pardo 2026.
As apresentações reuniram cerca de 60 atores e dançarinos, entre artistas de teatro e tradicionalistas de Rio Pardo, Pantano Grande, Santa Cruz do Sul, outras cidades da região e Porto Alegre.
Na sexta-feira, o espetáculo “Rio Pardo: Indígenas, Portugueses, Negros, Imperiais e Farrapos”, com participação da Banda Marcial Rio Pardo, conduziu o público por diferentes capítulos da formação histórica e cultural do município e do Rio Grande do Sul.
A apresentação culminou no acendimento da Chama Crioula, em uma verdadeira catarse coletiva. O público acompanhou a encenação e, em um dos momentos de maior emoção da noite, entoou em uníssono o tradicional “Ah, eu sou gaúcho”.
Já no sábado, foi a vez de “Sons da Revolução: Do Campo de Batalha ao Hino Rio-Grandense”, apresentado com a Banda Marcial Fortaleza. A produção levou o público a 1838, período em que o Hino Rio-Grandense foi executado pela primeira vez, sob a regência de Joaquim José de Mendanha.
As duas produções combinaram história, música, dança, teatro e tradição, transformando acontecimentos históricos em experiências vivas para o público.
A produção e pesquisa dos espetáculos foi de Jeandro Garcia, com roteiro de Letícia Mendes, direção e preparação de elenco de Dmitri Rodrigues, coreografia final de Fabricio Guerreiro e edição de áudio e algumas trilhas de Robson Bitencourt.
Mais do que apresentações artísticas, os espetáculos deixaram uma reflexão sobre novas formas de contar e preservar a história gaúcha: tirar os personagens dos livros e colocá-los em cena, diante do público.
A expectativa é de que a experiência realizada em Rio Pardo inspire novas encenações nos próximos anos e contribua para que outros momentos do calendário tradicionalista também possam ganhar corpo, voz, música, dança e emoção.
Rio Pardo, que já foi palco de momentos fundamentais da formação cultural do Rio Grande do Sul, deixa também o exemplo de que a tradição pode ser preservada não apenas pela memória, mas pela arte e pela capacidade de fazê-la ganhar vida.
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