Se a sexta-feira foi marcada pelo acendimento da Chama Crioula, o sábado (15) foi o dia de fazê-la seguir estrada.
Em frente à histórica Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, no coração de Rio Pardo, aconteceu a Cerimônia de Distribuição da Chama Crioula Estadual, reunindo um grande público e mais de 2 mil cavalarianos das 30 Regiões Tradicionalistas do Rio Grande do Sul, além da representação de Santa Catarina.
O cenário não poderia ser mais simbólico: o Largo da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, patrimônio cultural de Rio Pardo, a poucos metros da Rua da Ladeira, considerada a primeira rua calçada do Rio Grande do Sul.
Era a hora de cada região levar consigo um pedaço da chama que nasceu em Rio Pardo.
🕯️ DE CANDEEIRO EM CANDEEIRO
A centelha chegou ao Largo conduzida por Márcio Dávila, vice-presidente de Cavalgadas do MTG.
O momento oficial teve a participação do presidente do MTG, Alessandro Gradaschi, e da patrona dos Festejos Farroupilhas 2026, Marianita Ortaça, responsáveis pelo acendimento do totem oficial.
Então começou um dos momentos mais simbólicos da manhã:
candeeiro por candeeiro, a chama foi sendo distribuída às comitivas.
A partir dali, cada grupo passou a carregar não apenas o fogo, mas também a responsabilidade de conduzi-lo de volta às suas querências.
🎭 RIO PARDO VOLTA A CONTAR SUA HISTÓRIA
Antes da distribuição, o público acompanhou o espetáculo “Sons da Revolução: do campo de batalha ao hino rio-grandense”, produzido pela 5ª Região Tradicionalista.
Mais uma vez, a história de Rio Pardo encontrou espaço no palco.
E, novamente, o Hino Rio-Grandense foi um dos grandes protagonistas.
E com a execução de Banda Marcial, o público cantou.
Um momento que remete diretamente à história da música e ao episódio protagonizado pelo maestro Mendanha, há 188 anos, quando o hino ecoou pela primeira vez em Rio Pardo.
A história, desta vez, não estava apenas sendo contada.
Estava sendo cantada.
🐎 E A CHAMA PEGOU A ESTRADA
Com as centelhas distribuídas, as delegações deixaram o Largo da Matriz em um grande desfile pelas ruas de Rio Pardo.
Cavalos, cavaleiros, prendas, peões e os candeeiros seguiram em direção ao trevo da cidade.
Era o começo de uma longa jornada.
Cada comitiva tomou seu rumo, levando a chama para diferentes municípios e regiões do Estado.
Rio Pardo acendeu.
Rio Pardo distribuiu.
E o Rio Grande agora leva.
A 77ª Geração e Distribuição da Chama Crioula encerrou seu momento mais importante na cidade, mas deixou uma imagem que resume o fim de semana:
milhares de pessoas reunidas em torno de uma mesma chama, de uma mesma história e de uma mesma identidade.
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