O mundo da fotografia e a comunidade de Rio Pardo perderam, nesta segunda-feira (8), um de seus maiores nomes: Edor Pedro Mealho, aos 77 anos. Ele faleceu no Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul, deixando um legado inestimável para a arte fotográfica e para as milhares de famílias que tiveram suas histórias eternizadas por seu olhar sensível e preciso.
A homenagem ao fotógrafo ocorre nesta terça-feira (9), na Capela da Funerária Caminho da Paz, localizada na Rua General Auto, 465, em Rio Pardo.
O traslado para o Crematório Regional de Venâncio Aires (Crematório Kist) está previsto para às 17h do mesmo dia. Edor deixa enlutados a esposa Ivanir Mealho, filhos, netos, demais familiares, amigos e uma cidade inteira que o reconhece como referência na arte fotográfica.
Um pioneiro que transformou a fotografia em Rio Pardo e Região.
A trajetória de Edor Pedro Mealho confunde-se com a própria evolução da fotografia no interior do Rio Grande do Sul. Profissional dedicado, acumulou ao longo da vida mais de 6 mil casamentos fotografados, centenas de festas de 15 anos e uma carreira marcada pela busca constante por atualização e aperfeiçoamento técnico.
Sua caminhada começou cedo: em 1964, ainda em Santa Cruz do Sul, montou seu primeiro espaço fotográfico, uma sala de apenas 15 m² em frente à rodoviária, onde realizava fotos 3x4.
Em 1969, transferiu a empresa para Rio Pardo, estabelecendo-se na Rua Andrade Neves, onde seguia trabalhando com fotografia em preto e branco.
A partir de 1976, já na Rua Dr. João Pessoa 719, consolidou seu estúdio, aprimorando técnicas profissionais e aproximando-se do público local. No ano seguinte, introduziu a fotografia colorida com processos manuais — um marco para a região.
Ao longo das décadas, Edor participou de uma série de cursos e workshops no Brasil e no exterior:
* 1982 – Menção honrosa no 1º Concurso Fotográfico Nacional sobre aleitamento materno, além de duas menções no 2º concurso.
* 1982 – Workshop da Nikon em Miami, nos EUA, que impulsionou o pioneiro **book infantil** no estado.
* Participações em congressos e workshops na Suíça, Alemanha e diversas cidades americanas, incluindo especializações em fotografia industrial, retratos, noivas, crianças e modelos.
Reconhecido por sua dedicação, Edor mantinha o hábito de revelar seus próprios filmes, preservando a essência artesanal da fotografia.
Em 2002, viajou à Espanha para fotografar o grupo Terra de Bravos (CTG). No mesmo ano, instalou seu estúdio em novo endereço, na Rua Dr. João Pessoa 769, onde encerrou suas atividades após décadas de história.
Legado e memória
Edor Pedro Mealho não foi apenas um fotógrafo: foi um cronista visual da vida rio-pardense. Seu acervo, espalhado pelas paredes, álbuns e lembranças de gerações, permanece como testemunho do cuidado, talento e paixão que guiou sua trajetória.
A comunidade se despede com gratidão pelo profissional e ser humano que marcou a memória afetiva de milhares de famílias. Nossos sentimentos aos familiares e amigos. Que as lembranças deixadas por Edor sigam iluminando aqueles que com ele viveram e aprenderam.
Reconhecimento
Em 2022, numa das edições do seu caderno especial, a rádio Rio Pardo fez uma reportagem especial sobre a trajetória do maior fotógrafo da cidade.
Pedro Ferreira, um dos grandes fotógrafos de Rio Pardo e Região, proprietário da SP PRODUTORA, homenageou Edor, a quem chamou de "mestre"

Maurício Günther, empresário e atual presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Rio Pardo (ACIS), também recordou a amizade com o fotógrafo

O Live Portal, em nome do seu diretor executivo, Daniel Corrêa, deseja conforto à família Mealho. Ressalta a contribuição incalculável de Edor Mealho para a mídia audiovisual de todo o Vale do Rio Pardo. Edor não registrou só os momentos de alegria das pessoas, em comemorações e eventos; ele registrou Rio Pardo também. O rei das cores, através de sua sensibilidade e sua precisa lente, eternizou os momentos da nossa comunidade. Hoje, em vários lugares que você estiver na cidade histórica, a obra de Edor Mealho estará exposta nas paredes em quadros e retratos que catalogaram a vida da nossa gente. Obrigado por tanto, Edor Mealho. O flash de uma câmera nunca mais será o mesmo.
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