Além da criação do Departamento da Causa Animal, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Pesca desenvolve uma série de ações e parcerias para amenizar a situação dos animais de rua, principalmente cães, em Rio Pardo.
Segundo o secretário municipal do Meio Ambiente e Pesca, Cícero Augusto Garcia, estima-se que Rio Pardo tenha entre 10 e 12 mil cães nas ruas. “Nem todos, é claro, estão abandonados ou sem dono. Mas estamos fortalecendo as ações e as parcerias para que possamos encontrar tutores para aqueles que realmente precisam de cuidado”.
Um exemplo é a história da Filó. A cadelinha vagava pelas ruas do Jardim Boa Vista e, em uma noite com temperatura próxima a 0ºC, foi encontrada ferida, com a linguinha para fora. Uma equipe da Secretaria do Meio Ambiente e da Pesca foi acionada. O secretário adjunto Lee Reis e a veterinária Heloísa Poeta, resgataram a Filó, que recebeu atendimento veterinário. Após se recuperar, foi adotada e hoje vive feliz em sua nova casa. Esta história nós contamos com imagens abaixo. Confira:
Cícero Garcia destaca que entende o custo envolvido na adoção de um animal de rua: “Por isso, contamos com parcerias com os protetores de animais — diversos grupos e voluntários em Rio Pardo —, com a SUSEPE, representada pela superintendente rio-pardense Samanta Longo, que nos disponibiliza mão de obra para a confecção de casinhas destinadas aos adotantes, além de projetos como o do vereador Fernando Blanco, que criou o Banco de Ração”, afirmou o secretário em entrevista à Rádio Rio Pardo na manhã desta quarta-feira (30).
Novas ações devem ser implantadas nos próximos dias, como a criação do SAMUCÃO — uma ambulância antiga do SAMU que será adaptada para atender animais de rua. Também está prevista a doação de um veículo para a ARCA (Associação Rio-Pardense da Causa Animal), com o objetivo de auxiliar no trabalho voluntário da entidade.
Cavalos soltos
Na mesma entrevista, o secretário comentou a situação dos cavalos soltos nas ruas. Segundo ele, 12 animais já foram recolhidos. “Geralmente, esses cavalos têm dono, mas acabam se soltando de cordas ou escapando dos locais onde são mantidos. Por isso, é importante que a população nos comunique quando avistar um animal solto, para que possamos recolhê-lo e localizar o tutor”, finalizou.