O Rio Grande do Sul se despede de um dos seus maiores símbolos culturais. O músico, compositor e tradicionalista Euclides Fagundes Filho, popularmente conhecido como Bagre Fagundes, faleceu aos 86 anos no último domingo, 2 de agosto de 2026, na capital gaúcha.O artista estava internado no Hospital Ernesto Dornelles desde o mês de maio. A internação ocorreu após Bagre sofrer uma parada cardiorrespiratória, decorrente de um engasgo durante um almoço.
Últimas Homenagens e Velório
O governo do Estado emitiu notas de pesar e decretou luto oficial. O velório de Bagre Fagundes está sendo realizado nesta segunda-feira, 3 de agosto de 2026.
- Local: Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini (sede do governo gaúcho).
- Acesso: A cerimônia é aberta ao público, permitindo que fãs, amigos e conterrâneos prestem suas últimas homenagens.
A Trajetória de um Ícone Gaúcho
Nascido em Uruguaiana e profundamente ligado a Alegrete, Bagre Fagundes teve uma vida multifacetada. Antes de se dedicar inteiramente à música, atuou como advogado, vereador na cidade de Alegrete, árbitro de futebol e colunista. Sua grande consagração, no entanto, veio através da gaita de quatro baixos e da poesia galponeira. Ao lado do irmão, Antônio Augusto "Nico" Fagundes (falecido em 2015), ele moldou a identidade musical moderna do Rio Grande do Sul.
As Obras-Primas
- Canto Alegretense: Composta em parceria com Nico, a canção ultrapassou as fronteiras do município e se transformou em um hino afetivo e não oficial de todos os gaúchos.
- Origens: Outro clássico da dupla que, por quase quatro décadas, serviu como o tema de abertura do tradicional programa Galpão Crioulo, da RBS TV.
O Legado Familiar: Os Fagundes
Na década de 2000, Bagre uniu gerações ao fundar o grupo Os Fagundes. O conjunto musical, que reunia ele, o irmão Nico e os filhos Neto, Ernesto e Paulinho Fagundes, viajou pelo país e pelo mundo celebrando o cancioneiro nativista com arranjos marcantes e forte presença de palco.DespedidaA morte de Bagre Fagundes gerou comoção imediata entre autoridades públicas, entidades tradicionalistas e no meio esportivo — em especial no Sport Club Internacional, seu clube de coração.O músico deixa um legado de preservação da identidade cultural do pampa, além de sua esposa, Marlene Vilaverde (com quem foi casado por 64 anos), quatro filhos, netos e uma legião de admiradores.
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