O governo do Rio Grande do Sul confirmou neste domingo (14) que foi descartado o caso suspeito de ebola investigado em um paciente de 64 anos, morador da Região Metropolitana de Porto Alegre. O resultado negativo foi emitido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela análise das amostras.
O homem estava sendo acompanhado desde quinta-feira (11), após procurar atendimento em uma unidade de saúde de Novo Hamburgo. Posteriormente, ele foi transferido para Porto Alegre para receber atendimento especializado.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente havia retornado recentemente de Uganda, país africano que registra casos da doença, o que motivou a adoção dos protocolos de vigilância epidemiológica.
Em nota, a secretária estadual da Saúde, Lisiane Fagundes, destacou a rapidez da resposta das equipes envolvidas.
“A adoção imediata dos protocolos de vigilância demonstra a capacidade de resposta do sistema de saúde para situações que exigem investigação de doenças de potencial risco à saúde pública”, afirmou.
Durante a investigação, o paciente também realizou teste para malária, que apresentou resultado positivo para Plasmodium falciparum, levando ao início imediato do tratamento específico.
As amostras para análise de ebola foram coletadas e encaminhadas à Fiocruz com apoio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), do Ministério da Saúde e da Força Aérea Brasileira (FAB), que realizou o transporte até o Rio de Janeiro.
O que é o ebola?
O ebola é uma doença viral rara e grave, com taxa média de letalidade de cerca de 50%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Identificada pela primeira vez em 1976, na África, a enfermidade é transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou com materiais contaminados.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre
- Fadiga
- Dores musculares
- Dor de cabeça
- Dor de garganta
- Vômitos
- Diarreia
- Dor abdominal
- Erupções cutâneas
Nos casos mais graves, a doença pode provocar comprometimento das funções renais e hepáticas. O período entre a infecção e o surgimento dos sintomas varia de dois a 21 dias.
Com o resultado negativo para ebola, o monitoramento do paciente segue concentrado no tratamento da malária e no acompanhamento de seu estado de saúde pelas equipes médicas.