A disputa presidencial em Rio Pardo voltou a apresentar maior equilíbrio entre as duas principais correntes políticas do país. Depois da ampla vantagem de Lula em 2022, o primeiro turno de 2026 mostrou uma aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro, que voltam a se enfrentar no próximo domingo (25).
Lula recebeu 10.011 votos, equivalentes a 48,52% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 8.970 votos, ou 43,47%. A diferença foi de 1.041 votos, correspondente a 5,05 pontos percentuais.
O resultado contrasta com o de 2022, quando Lula terminou o primeiro turno com 22,19 pontos percentuais de vantagem sobre Jair Bolsonaro. A trajetória das três eleições mostra que a polarização permanece, mas a força eleitoral dos dois campos mudou significativamente.
2018: uma disputa voto a voto
Em 2018, Jair Bolsonaro recebeu 8.871 votos (40,16%) no primeiro turno, apenas 102 a mais que Haddad, que obteve 8.769 (39,70%).
No segundo turno, Haddad venceu em Rio Pardo com 11.054 votos (52,01%), contra 10.198 de Jair Bolsonaro (47,99%). A diferença foi de 856 votos.
Naquele primeiro turno, Ciro Gomes recebeu 1.961 votos (8,88%), e Geraldo Alckmin, 1.167 (5,28%). Henrique Meirelles somou 555 votos, e João Amoêdo, 386.
Entre os turnos, Haddad acrescentou 2.285 votos à sua votação, enquanto Jair Bolsonaro ganhou 1.327. O resultado final foi uma vitória petista, apesar do equilíbrio inicial.
2022: Lula amplia a vantagem
Quatro anos depois, Lula alcançou 12.787 votos (57,32%) no primeiro turno, enquanto Jair Bolsonaro recebeu 7.837 (35,13%). A diferença chegou a 4.950 votos, ou 22,19 pontos percentuais.
No segundo turno, Lula venceu novamente, com 12.819 votos (58,24%), contra 9.190 (41,76%) de Jair Bolsonaro.
Simone Tebet recebeu 1.117 votos (5,01%) no primeiro turno, e Ciro Gomes, 414 (1,86%). Na votação final, Lula acrescentou apenas 32 votos ao resultado inicial, enquanto Jair Bolsonaro ganhou 1.353.
O contraste com 2018 é significativo: Lula ampliou sua vantagem no primeiro turno e manteve uma diferença expressiva no segundo, enquanto a votação de Jair Bolsonaro cresceu entre as duas etapas.
2026: a diferença volta a diminuir
Neste ano, Lula recebeu 48,52% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 43,47%. Na comparação com o primeiro turno de 2022, Lula perdeu 8,80 pontos percentuais, enquanto Flávio ficou 8,34 pontos acima do percentual obtido por Jair Bolsonaro naquela eleição.
A diferença entre os candidatos caiu de 22,19 pontos percentuais, em 2022, para 5,05 pontos em 2026. Em votos, a vantagem de Lula passou de 4.950 para 1.041.
O cenário atual se aproxima do equilíbrio observado em 2018, embora a diferença deste ano seja maior que os 0,46 ponto percentual que separaram Haddad e Jair Bolsonaro naquele primeiro turno.
Os votos dos demais candidatos
Em 2026, os candidatos que não avançaram ao segundo turno somaram 1.653 votos, aproximadamente 8,01% dos votos válidos em Rio Pardo.
Escritor Augusto Cury recebeu 582 votos (2,82%), Ronaldo Caiado obteve 560 (2,71%) e Renan Santos, 447 (2,17%). Os demais candidatos somaram 64 votos.
Esse conjunto representa uma parcela do eleitorado que entra no cenário da votação final. O histórico também mostra que o segundo turno pode alterar a distribuição dos votos: em 2018, Haddad ampliou sua vantagem; em 2022, Jair Bolsonaro cresceu em votos absolutos, mas Lula manteve a vitória.
Expectativa para domingo
Os resultados das três eleições mostram movimentos distintos: equilíbrio entre Haddad e Jair Bolsonaro em 2018, vantagem expressiva de Lula em 2022 e aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro em 2026.
Agora, a disputa chega ao segundo turno com uma diferença de 1.041 votos em Rio Pardo. Os 1.653 votos recebidos pelos demais candidatos representam um dos elementos a observar, ao lado da capacidade de cada concorrente de ampliar sua votação.
O histórico local demonstra que a margem do primeiro turno pode mudar na votação final. Em 2018, Haddad virou o resultado; em 2022, Lula manteve a liderança com ampla vantagem.
Neste domingo (25), Rio Pardo volta às urnas para escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro. Depois da diferença expressiva registrada em 2022, a disputa de 2026 chega ao segundo turno em um cenário de maior equilíbrio entre os dois campos políticos.
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