O Hospital Regional do Vale do Rio Pardo segue em plano de contingência após os danos provocados pelo forte vendaval que atingiu Rio Pardo na noite de quinta-feira (6). Parte do telhado foi arrancada pela força dos ventos, provocando infiltrações, danos na estrutura elétrica e a interdição de alguns setores.
As informações foram detalhadas em entrevista realizada na sexta-feira (7), com a participação da direção do hospital e da Secretaria Municipal de Saúde.
Atendimento reorganizado
O diretor técnico do Hospital Regional, Dr. André Gautério, explicou que a instituição mantém o atendimento de urgências e emergências, com a Sala Vermelha destinada aos casos mais graves.
Também permanece disponível uma sala cirúrgica exclusivamente para procedimentos de urgência.
Já os atendimentos de menor complexidade, anteriormente realizados no Pronto Atendimento do hospital, foram transferidos para a rede municipal.
Durante a sexta-feira, esses atendimentos ocorreram na Unidade de Saúde Central. A partir das 19h, o serviço passou a funcionar 24 horas na Unidade de Saúde da Fortaleza, com equipes da Prefeitura e apoio de profissionais do Hospital Regional.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Verônica Lima, a unidade da Fortaleza foi escolhida por possuir uma estrutura maior e melhores condições para receber a população.
Casos considerados graves continuam sendo encaminhados ao Hospital Regional.
Cirurgias eletivas suspensas
Os danos também provocaram a interdição da maternidade e de parte da clínica médica.
De acordo com a gerente de enfermagem, Daniela Dunck, as cirurgias eletivas foram temporariamente suspensas. A retomada dependerá da recuperação da estrutura e das liberações da Defesa Civil.
A capacidade de internação também foi reduzida. Com parte dos leitos interditados e a necessidade de reorganização dos setores, alguns pacientes precisaram ser encaminhados para hospitais da região, incluindo o Hospital Santa Cruz.
Duas gestantes também foram encaminhadas para internação no Hospital Santa Cruz.
SAMU tem nova referência temporária
O acionamento do SAMU permanece normal para a população. A alteração está na referência para os pacientes regulados pelo serviço.
Durante o período de contingência, o Hospital Santa Cruz passou a ser a referência para a entrada dos pacientes do SAMU, devido à redução temporária da capacidade do Hospital Regional.
Governo do Estado anuncia apoio para recuperação
O vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, esteve no Hospital Regional na tarde de sexta-feira (7) e acompanhou de perto os danos provocados pelo vendaval, inclusive verificando a área do telhado atingido.
Durante a visita, Gabriel informou que o Governo do Estado deverá repassar um valor emergencial à instituição para auxiliar nos reparos necessários.
Segundo ele, o Estado já acionou a Secretaria da Saúde e colocou em andamento as medidas para viabilizar o apoio à recuperação do hospital.
O vice-governador também destacou que, enquanto o telhado é recuperado, o plano de contingência permite o redirecionamento de serviços de saúde para outras instituições da região, garantindo a continuidade do atendimento à população.
Recuperação da estrutura
As equipes do Hospital Regional trabalham na recuperação do telhado e na reorganização dos setores afetados.
A prioridade é realizar uma proteção provisória na cobertura, diante da possibilidade de novas chuvas, enquanto são avaliadas as intervenções necessárias para a recuperação definitiva.
A Defesa Civil acompanha a situação e realiza as liberações dos espaços conforme as condições de segurança.
O hospital também registrou problemas no abastecimento de água após o temporal, situação que estava sendo trabalhada pela equipe de manutenção.
Orientação à população
Durante o período de contingência, a orientação é para que casos de menor complexidade sejam direcionados à Unidade de Saúde da Fortaleza, que mantém atendimento 24 horas.
O Hospital Regional permanece concentrado nos casos de urgência e emergência e nos atendimentos essenciais, enquanto as equipes trabalham na recuperação da estrutura atingida.
A reorganização é temporária e deverá permanecer até que os setores interditados sejam recuperados e liberados pelos órgãos responsáveis.
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